
Num passado não muito distante, algo menos que 10 anos atrás, as pessoas que recorriam a tratamentos médicos não tinham o hábito de questionar ou argumentar sobre as condutas a que eram submetidas.
Com a evolução dos meios de comunicação, especialmente a web, um novo perfil de paciente, mais participativo, está se formando. Trata-se de um movimento batizado aqui de Paciente Informado e nos Estados Unidos, de Empowered Pacient.
Este paciente pesquisa sobre seu diagnóstico e costuma se relacionar com comunidades e pessoas afins com seus problemas sobre as terapias que utilizam. Essa base de informação o deixa mais seguro para entender sua doença e poder questionar seu médico a respeito das opções de tratamento a que pode ser submetido.
Segundo o coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, dr. Claudio Corrêa, em entrevista para a revista IstoÉ desta semana, “o médico que não aceitar isso terá problemas para estreitar relações com o seu paciente”.